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dez 25

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Chapecoense superou tragédia e garantiu vaga na Copa Libertadores

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Follmann, Neto e Alan Ruschel foram os únicos jogadores que sobreviveram


A Chapecoense precisou renascer em 2017. Meses após a tragédia que matou 71 pessoas, no caminho para Medellín, na Colômbia, o clube já estava em campo para as competições oficiais. As escalações beiravam a provocação para quem perdeu jogadores, comissão técnica e dirigentes. Mesmo assim, a temporada terminou com a classificação à Copa Libertadores.


O goleiro Jakson Follmann, o zagueiro Neto e o lateral-esquerdo Alan Ruschel foram os únicos três jogadores que sobreviveram. Deles, apenas o último voltou a jogar futebol, como no amistoso contra o Barcelona, no Camp Nou, em agosto.


De lá, a Chapeconse continuou excursionando pela Europa, mas não abandonou o Campeonato Brasileiro. Após um período de incertezas e demissão dos técnicos Vágner Mancini e Vinícius Eutrópio, o time que encantou o mundo terminou a competição nacional na oitava posição, com 54 pontos, 15 vitórias, nove empates e 14 derrotas. A reação também se deve à chegada de Gilson Kleina, que não perdeu em dez partidas.


Desde que subiu à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2013, o time não havia conseguido uma posição tão acima na tabela. O time contou com os títulos do Cruzeiro (Copa do Brasil) e do Grêmio (Libertadores) para conseguir retornar à Libertadores. No ano passado, a equipe caiu na fase de grupos.



A dor das famílias


Ao todo, foram 71 pessoas que perderam a vida na tragédia. Inúmeros familiares apenas sobrevivem sentindo falta daqueles que se foram. Vinte e dois profissionais de imprensa estavam no vôo que iria para a Colômbia enfrentar o Atlético Nacional na decisão da Copa Sul-Americana.


Rosângela Loureiro não estava na relação de vítimas, mas teve sua vida devastada entre os destroços do avião. O meio campista Cléber Santana, seu companheiro há mais de quinze anos, não voltaria mais para lhe abraçar ou acompanhar a vida escolar dos dois filhos que tiveram.


“Não tínhamos mais clima para ficar em Chapecó. Tudo em Chapecó lembrava ele”, disse Rosângela, em entrevista ao R7. “E também os outros olhavam para a gente com olhar de pena e eu não estava mais aguentando aquilo.”


Diante de tamanha tristeza não lhe restou outra opção a não ser a mudança de cidade. Suas lágrimas não cabiam mais em Chapecó. Recife foi a opção escolhida. Mas ela não era única a ter sua vida mudada pela tragédia. Outras 70 famílias não conseguem seguir tranquilamente suas vidas e vivem em momento fragilidade financeira. A indenização da LaMia, companhia aérea que transportava o time, ainda não foi paga.


Dona Ilaídes viu perto um de seus pilares desabar. “O paredão” Danilo Padilha, goleiro da Chape e seu filho não resistiu aos ferimentos causados pelo acidente e faleceu ali no país que poderia ser campeão. E foi. Para sempre será lembrado como um herói da Chapecoense, do futebol e da sua própria trajetória.


“Toda hora pego o celular esperando uma mensagem dele. Nossa família ainda está despedaçada, falta uma parte de nós”. O esporte, aliás, é a última coisa a ser lembrada depois de tanta tristeza “Fui abastecer o carro no posto de gasolina e estava com fila. A TV estava passando jogo. Eu não aguentei e fui embora”, finaliza. O silêncio que vive com certeza não é o único.


A voz que grita “gol” na Arena Condá perdeu um de seus mais belos tons. Deva Pascovicci, da Fox Sports, estava na lista de vítimas fatais do acidente que marcou com respingos de lágrimas a história esportiva brasileira. Foram sete tripulantes, 24 pessoas entre diretoria e comissão técnica, 20 profissionais de imprensa e outros 20 atletas. Para qualquer uma das 71 famílias que foram destroçadas apenas uma certeza: que eles continuam vivos na memória e no coração de cada um independente se entravam ou não em campo.


Zagueiro Neto ainda tenta recuperar a melhor forma física para voltar a jogar


Motivos do acidente 


Ao longo de 2017, as investigações da causa da queda do acidente avançaram. Inicialmente, suspeitou-se que a causa do acidente fosse uma pane elétrica já que no momento do choque a aeronave estava sem combustível. Aventou-se até a possibilidade que o piloto Miguel Quiroga descartou querosene ainda no ar para evitar uma explosão.


Entretanto, com o desenrolar das investigações, chegou-se até o plano de vôo (documento que detalha dados da viagem e do avião). No papel, uma informação importante e quase inacreditável: a companhia trabalhava com uma quantidade de combustível precisa para o número de quilômetros de cada viagem. Ou seja, se ocorresse um imprevisto, não haveria sobras para uma emergência. 


 


 


 


 




 


 


 


 


 

O artigo Chapecoense superou tragédia e garantiu vaga na Copa Libertadores foi originalmente publicado em http://www.r7.com/retrospectiva-2017/chapecoense-superou-tragedia-e-garantiu-vaga-na-copa-libertadores-25122017

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