De "crazy" este "BBB13" não teve nada

Acompanhe tudo o que acontece no BBB13, De "crazy" este "BBB13" não teve nada confira todos os detalhes aqui.





Pedro Bial lançou o slogan no primeiro dia. “BBB13, mas pode chamar de BBB crazy (louco)”. Fez sentido na hora. Na primeira cena do programa, Aline disse: “Pra entrar na Globo tem que dar pra alguém. E eu não dei pra ninguém”. Seis ex-participantes, incluindo os ex-campeões Kleber Bambam e Dhomini, entraram na casa fazendo barulho. O programa parecia ter descoberto um jeito de se reinventar.

Algo deu errado, porém.  Bambam, o mais pirado de todos, desistiu depois de quatro dias. O público não foi com a cara dos candidatos mais engraçados. Um a um, os mais doidos e divertidos foram sendo eliminados. A primeira foi justamente Aline. Eliéser, único ex-BBB repaginado, também dançou. E Kamilla, a cantora maluca, não sobreviveu igualmente.

Mr. Edição se irritou com as escolhas do público. Queimou explicitamente duas candidatas que sobreviveram por semanas a fio. Natália, que não rendeu uma única cena digna de nota no programa, foi apresentada como “amiga de todo mundo”. Já Andressa, que terminou em terceiro lugar com míseros 8,9% dos votos, foi carimbada como “santinha do pau oco”.

A direção do programa também errou ao não esclarecer declarações polêmicas de bons candidatos, Dhomini e Yuri falaram bobagens, as redes sociais amplificaram o que disseram e Mr. Edição fez que não era com ele, contribuindo para a eliminação de ambos.

Como de hábito, também faltou transparência. Em alguns paredões, Bial informou o total de votos. Em outros, silenciou. Contrariando todas as enquetes, Kamilla sobreviveu a um paredão contra Marcello. Boninho parece seguir a cartilha do “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”, tornada célebre pelo repórter Carlos Monfort, da Globo.

O último programa, como já é uma tradição, primou pelo capricho dos quadros previamente gravados. Um show de edição. Bial também foi muito bem, especialmente ao anunciar que Andressa ficou em terceiro lugar e, mais uma vez, deixar explícita a rejeição da equipe do programa com a candidata. Chamou-a de “santinha do pau oco”, ao que ela reclamou: “Queima meu filme, não”. E ele: “Já está queimado”.

Bem melhor do que no “BBB12”, quando deixou transparecer infelicidade a olhos vistos, o apresentador também saiu-se com sabedoria ao anunciar o prêmio à campeã Fernanda. “Você vai achar que ganhou pelo que disse. Foi pelo jeito que você falou, doutora”.

De fato, aparência é tudo no “BBB”. Infelizmente, este foi dos mais desanimados da história do programa. De “crazy” não teve nada. A baixa audiência do reality parece comprovar isso.


Mauricio Stycer


É jornalista desde 1986. Repórter e crítico do UOL, autor de um blog que trata da alta à baixa cultura,
do esporte à vida nas grandes cidades, sempre que possível com humor.

Conheça seu Blog no UOL

O artigo De "crazy" este "BBB13" não teve nada foi originalmente publicado em http://televisao.uol.com.br/bbb/bbb13/critica/mauricio-stycer/2013/03/27/de-crazy-este-bbb13-nao-teve-nada.htm

Please follow and like us:

Link permanente para este artigo: https://hidracthair.com/big-brother-brasil-16/de-crazy-este-bbb13-nao-teve-nada/