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jan 20

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"Me disfarço para ver se esqueço um pouco de mim", conta Nanini

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Marco Nanini poderia até estar de férias. Mas ficar “sem fazer nada” estava fora de cogitação. Após 14 longos anos de convívio intenso com o Lineu de “A Grande Família”, a quem chama de amigo, o ator agora estreita laços com Pancrácio, o otimista professor de filosofia de “Êta Mundo Bom” que lhe permite exercitar o que mais gosta: brincar de ser outros. Pela incapacidade de se sustentar na profissão, o personagem vira pedinte e vive se disfarçando – ora é freira, ora é corcunda, ora é uma dama da sociedade, ora é um ex-militar. Mais do que um meio de sobreviver, é a forma que o personagem encontra para dar oportunidade às pessoas de praticarem sua generosidade.

Aos 50 anos de carreira, o ator, de 67, redescobre com prazer o processo de fazer parte de uma novela – experiência que não vivia desde 1999, em “Andando nas Nuvens”, depois de ter atuado em clássicos como “Carinhoso”, “Gabriela” e “Brega & Chique”. A empolgação com que fala do recomeço é a mesma com que menciona os frutos do Galpão Gamboa, um espaço cultural que mantém na zona portuária do Rio. Mas falar de si é um desafio para o intérprete, que cria diálogos até na hora de posar para uma simples sessão de fotos. Segundo Nanini, a realidade é chata, legal mesmo é olhar o mundo com a poesia que a fantasia permite.

UOL – Como é voltar para uma rotina de novela depois de tantos anos?

Marco Nanini – Pois é, no início fiquei meio temeroso porque a tecnologia mudou radicalmente. Tem recursos que eu nunca tinha visto. Em “A Grande Família” começou a entrar o HD, mas lá era uma produção pequena comparada a uma novela, como se fosse uma lancha e um transatlântico. Tive muita sorte, a série tinha um clima fabuloso de entrosamento, era pequenininho, a gente resolvia as coisas em petit comité. Aqui não, é enorme. Mas fui tão bem recebido, e o clima é tão bom… Gosto de sair de casa com alegria de vir trabalhar. Caí numa novela das seis, horário pelo qual tenho um carinho especial. Walcyr é um autor de muito talento, tem uma imaginação que é uma loucura. E o estilo é um novelão, não tem nenhuma pretensão de ser outra coisa. Estou me divertindo, como se tivesse entrado num mundo de fantasia diferente. Fui muito feliz com Lineu, que virou meu amigo para sempre, tenho uma saudade alegre. E caí no Pancrácio, que é uma criatura que tem um pé na loucura, isso é muito bom para a fantasia, dá uma licença poética muito bonitinha.

O artigo "Me disfarço para ver se esqueço um pouco de mim", conta Nanini foi originalmente publicado em http://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2016/01/20/me-disfarco-para-ver-se-esqueco-um-pouco-de-mim-conta-nanini.htm

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