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abr 08

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Arrow | Como lidar com a morte numa série que a banalizou

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Em sua primeira temporada, Arrow conquistou a audiência por seu clima sombrio e pelo senso de perigo que ser um vigilante numa cidade corrupta e perigosa como Starling City causava. Nós temíamos pelo protagonista e seu bem-estar e isso mantinha o interesse na trama. O trunfo narrativo do primeiro ano foi a morte de Tommy (Colin Donnell), que podemos definir em duas palavras: inesperada e impactante.

Este mesmo clima sombrio se manteve na segunda temporada, principalmente com a morte de Moira (Susanna Thompson). O que a série nos ensinava é que a morte em suas narrativas era real e irreversível, além de capaz de causar mudanças significativas em todos os personagens. Entretanto, a partir da terceira temporada, quando o impossível chegou a Starling City e a morte já não exercia uma aura tão poderosa, perdemos o clima de perigo. Afinal de contas, por que temer a morte de um personagem se ele pode voltar a qualquer momento? Foi assim com Sara (Caity Lotz) – duas vezes -, Thea (Willa Holland), Roy (Colton Haynes), Ray (Brandon South) e até Oliver Queen (Stephen Amell).

[Cuidado, possíveis spoilers abaixo!]

A quarta temporada começou gritando aos quatro cantos que um personagem importante morreria. Foi o mistério que nos envolveu até agora, embora a trama não tenha conseguido se sustentar como deveria. Se a morte sempre foi algo presente na narrativa do Arqueiro Verde na TV, esperávamos que neste ano alguém realmente morresse e que fosse algo chocante. E foi. Os roteiristas de Arrow mataram Laurel Lance (Katie Cassidy) no auge de sua trajetória em terras estreladas.

Independente da trama que culminou na morte da Canário Negro e todos as nuances do que vêm sendo discutido entre os fãs (alguns argumentam que se livraram de Laurel para manter Olicity ativo), matar uma personagem tão importante para a mitologia do Arqueiro Verde levanta algumas questões e possibilidades.

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A primeira das questões é se os roteiristas realmente quiseram matar a Canário ou se foi uma demanda da DC Comics para outro projeto. Neste ano, alguns personagens deixaram de estar disponíveis para série (Amanda Waller, Slade Wilson, Floyd Lawton e a Liga dos Assasinos) e é inevitável não pensar que é o que pode estar acontecendo nos bastidores. A segunda questão é: será que esta morte é mesmo permanente? Os roteiristas, produtores e atores da série insistem que sim. Meu lado de fã e telespectador custa acreditar e fica com o pé atrás. Quem garante que não vão nos enganar dessa vez e trazer a personagem de volta? Quem nos garante que a narrativa vai focar nas consequências desta morta? É esta dúvida que deixa a audiência da série numa situação instável.

Pelo lado positivo, esta reviravolta pode significar um retorno da série ao clima sombrio de seu início. Precisamos sentir, novamente, o perigo que é ser um vigilante, afinal quase todo o elenco colocou um uniforme e foi lutar contra o crime como se fosse algo tão simples quanto comprar pão. Depois de Laurel, todos os personagens passarão a questionar suas escolhas e as consequências destas escolhas. É um caminho óbvio, mas que pode gerar histórias bem interessantes. Arrow precisa voltar a mostrar que o que essas pessoas fazem, esses heróis, é algo extraordinário, fora da curva. Há muito tempo não sentimos essa valorização e seria bacana tê-la de volta.

Outro ponto interessante da morte de Laurel é que alguns fãs alegam que a escolha é um “fan service” para agradar os apoiadores de Felicity (Emily Bett Rickards). Definitivamente a morte de Laurel não era algo que a audiência queria, basta olhar os protestos quase unânimes em redes sociais (#NoLaurelNoArrow). O objetivo dos roteiristas era causar este sentimento de perda e choque. Queriam causar burburinho, só pela polêmica. E conseguiram.

Esta morte, se permanecer definitiva, pode significar um renascimento para Arrow, uma nova oportunidade para colocar a locomotiva de volta nos trilhos. Ainda temos alguns episódios nesta temporada e o quinto ano garantido, portanto oportunidades não faltarão para reconstruir um caminho de esperança. Oremos!

Arrow é exibida nos EUA pela rede The CW, chegando ao Brasil pelo canal pago Warner.

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A matéria Arrow | Como lidar com a morte numa série que a banalizou foi originalmente publicado em http://omelete.uol.com.br/series-tv/artigo/arrow-como-lidar-com-a-morte-numa-serie-que-a-banalizou/

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