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fev 03

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Cidade de "Making a Murderer" reage à série da Netflix e foge da repercussão

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  • Lauren Justice/The New York Times

    A propriedade da família Avery, mostrada no documentário da Netflix, no Condado de Manitowoc

    A propriedade da família Avery, mostrada no documentário da Netflix, no Condado de Manitowoc

No departamento de turismo de Manitowoc, onde os funcionários estão habituados a ouvir perguntas sobre as melhores trilhas de jogging e as praias da cidade, as consultas de repente se tornaram sombrias: como se pode promover o turismo em uma cidade tão corrupta? Por que alguém a visitaria?

O furor –por telefone, e-mail e nas redes sociais– também invadiu o Departamento de Polícia do Condado de Manitowoc, o gabinete do delegado, a Prefeitura e quase todos os lugares que levam o nome Manitowoc.

Até a diretora da Sociedade Histórica da cidade, Amy Meyer, teve de atender telefonemas para que os voluntários, mais preparados para indagações educadas sobre a história dos estaleiros da região e sua reivindicação de ter criado o “sundae” de sorvete, não tenham de escutar “tantos gritos, xingos e ameaças”. Um comentário na página da Sociedade Histórica no Facebook dizia: “Pena que sua história inclua arruinar a vida de dois inocentes”.

O lançamento no mês passado de uma série de documentários na Netflix, “Making a Murderer”, sobre um caso de assassinato ocorrido dez anos atrás, revolucionou o município de cerca de 80 mil habitantes junto ao lago Michigan (norte dos EUA).

Há dez anos, quando vim aqui pela primeira vez, Steven Avery, o morador que hoje está no centro dos dez episódios da Netflix, que duram mais de dez horas, tinha sido preso sob suspeita de assassinato alguns dias antes.

O passado de Avery foi o que me trouxe a Manitowoc em novembro de 2005: durante meses, ele tinha sido mostrado em Wisconsin como o símbolo de tudo o que há de errado no sistema judicial, depois de passar 18 anos na prisão por uma agressão sexual que, mais tarde, exames de DNA ligaram a outro homem.

Depois que foi libertado, Avery moveu um processo de US$ 36 milhões contra as autoridades que o enviaram à prisão por engano. Então ele foi acusado pelo assassinato de Teresa Halbach, uma fotógrafa de 25 anos que viera tirar fotos do depósito de carros velhos de sua família para a revista “Auto Trader”.

Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

A matéria Cidade de "Making a Murderer" reage à série da Netflix e foge da repercussão foi originalmente publicado em http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2016/01/30/cidade-de-making-a-murderer-reage-a-serie-da-netflix-e-foge-da-repercussao.htm

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