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fev 25

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Demolidor – 2ª Temporada | Crítica

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Justiceiro e Elektra, dois dos personagens mais violentos da Marvel Comics, chegam à TV na segunda temporada de Demolidor pela Netflix. Representações icônicas dos chamados anti-heróis, Frank Castle e Elektra Natchios – que já tinham aguadas versões em carne e osso no cinema – aqui surgem bastante fiéis às suas origens nos quadrinhos. 

O Justiceiro é especialmente bem trabalhado. A série o trata com requintes de maníaco, uma espécie de Hannibal Lecter armado até os dentes, determinado a acabar com as gangues da Cozinha do inferno. Jon Bernthal, o Shane de The Walking Dead, parece ter nascido para o papel, que apesar de ter diferenças em relação à sua origem é instantaneamente reconhecível.

Seus métodos são totalmente diferentes dos empregados pelo Demolidor (Charlie Cox), o que coloca os dois vigilantes em rota de conflito.  No episódio 3 da segunda temporada, por exemplo, temos um embate filosófico digno das grandes HQs dos personagens. Nos quadrinhos é comum que tais diálogos aconteçam no meio da pancadaria… na adaptação, para-se para a discussão – e ela é tão intensa quanto os murros que ambos trocam.

A ninja Elektra (Elodie Yung), por sua vez, é bem mais distinta da sua contraparte na Nona Arte, criada por Frank Miller. Ou talvez simplesmente explore um ângulo que não estamos acostumados a acompanhar da furtiva e violenta personagem. Ela e Matt Murdock, afinal, reencontram-se primeiro na qualidade de antigos amantes, cuja relação tumultuada não terminou bem. Não espere – ao menos nos primeiros episódios – a guerreira sexy de trajes diminutos e poucas palavras. Esta Elektra, ainda que também parta para a porrada, tem diálogos tão afiados quanto as adagas Sai que empunha nos quadrinhos.

A trama, nos sete episódios que tivemos acesso, divide-se entre a ameaça do Justiceiro e a chegada de Elektra, que chega para investigar uma nova facção que parece ligada aos misteriosos eventos da primeira temporada. Tudo enquanto o escritório de advocacia de Nelson & Murdock tenta sobreviver na Cozinha do Inferno depois dos embates contra Wilson Fisk.

É um início forte, com a mesma pegada urbana almejando um suposto realismo da primeira temporada, e que dá mais o que fazer a Foggy e Karen Page,  trazendo de volta também a “Enfermeira Noturna”. A personagem de Rosario Dawson ajuda a conectar a história com Jessica Jones e Luke Cage, o que renderá à Netflix a superequipe Os Defensores futuramente.

As conexões com o Universo Marvel do cinema são mais sutis que a primeira temporada, porém. Ainda que empresas como a Roxxon voltem a ser citadas, fica a impressão que a distância ficará cada vez maior, dando espaço à brutalidade desse universo televisivo.

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Esta análise será atualizada com uma nota e opinião sobre os episódios finais da segunda temporada de Demolidor assim que eles forem disponibilizados na Netflix, em 18 de março.

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