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mar 08

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"É um universo imenso que está excluído", diz diretor sobre "Velho Chico"

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“Estávamos devendo o equilíbrio entre o Brasil urbano e o profundo”. Assim o diretor Luiz Fernando Carvalho definiu o retorno da temática rural ao horário nobre com “Velho Chico”, que estreia dia 14. Ambientado no sertão nordestino, o romance proibido entre duas famílias rivais tem o rio São Francisco como cenário – e a trama é um respiro no meio de tantas histórias que se passam nas cidades grandes, afirma a própria equipe.

“Essa região tem várias culturas, é um universo complexo, imenso, que está excluído. Machado de Assis que dizia que o São Francisco é o rio da integração nacional. Ele reúne de Minas até o extremo Nordeste todas as influências fundadoras da cultura nacional”, afirmou o diretor no lançamento da novela, na noite desta segunda-feira (7), no Museu do Amanhã, no centro do Rio.

Marcos Palmeira, que dá vida à Cícero na segunda fase, lembra o viés político da trama, que reinaugura na faixa das 21h uma temática rural que não é vista no horário há 14 anos, com “Esperança”, também de Benedito. “A gente espera que a novela seja um alerta para um problema sério que existe, mas a novela não é só isso”, diz. “A hora foi boa para essa novela. É legal mostrar a beleza plástica do interior, a simplicidade do homem do campo”, afirma.

Chico Dias, o Belmiro da primeira fase, não só concorda com o colega de elenco como define o entusiasmo em cima do tema rural um possível desejo do público de sair da “claustrofobia urbana perversa. “E um movimento bem interessante e supervalido. Os grandes valores da terra estão se perdendo e as pessoas querem resgatar isso”.

Paraibana de João Pessoa, a atriz e cantora Lucy Alves, que interpreta Luzia, filha do capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi) na segunda etapa, comemora a atenção a uma região que aparece pouco na TV.

“É um presente para todos os brasileiros a chance de conhecer um dos vários Brasis. Tem nordestino que não sabe que o rio passa lá. E é um universo que permite criar, tem a pega de boi, tem os vaqueiros, tem um quê de Romeu e Julieta… As pessoas vão se deleitar”, conta.

Um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair,  o autor Bruno Luperi afirma que o rio e o verdadeiro protagonista do folhetim.

“A história tem vários personagens importantes, mas a história central e o São Francisco. A importância do Rio para aquela região. Eu quero que o povo de lá se sinta representado de verdade nessa novela”, disse o escritor neto Benedito Ruy Barbosa e filho de Edmara Barbosa, respectivamente supervisor e coautora de “Velho Chico”

Arrasta-pé e capoeira
Bandeirinhas, carracas, canoas, esteiras e palhas. O cenário, as comidas típicas e o forró embalando o som ambiente remetiam ao Nordeste, mais precisamente às margens do São Francisco, dando um clima de interior a festa, que teve Rodrigo Santoro e Camila Pitanga como os mais assediados. Os dois, que interpretam Afrânio e Maria Tereza, chegaram em cima da hora da exibição do clipe da novela, que emocionou a equipe.

Responsável pelo som, a Dj Lili Prohmann apostou em músicas regionais e fez os atores dançarem forró e até brincarem timidamente em uma roda de capoeira. Completando o clima temático, figurinos da novela estavam em exibição nos corredores do museu e comidas como baião de dois, peixe no caju, bolo de rolo e rapadura fizeram parte do cardápio.

A matéria "É um universo imenso que está excluído", diz diretor sobre "Velho Chico" foi originalmente publicado em http://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2016/03/08/e-um-universo-imenso-que-esta-excluido-diz-diretor-sobre–velho-chico.htm

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