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mar 09

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"Era a hora de uma super-heroína", diz criadora de "Jessica Jones"

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    Krysten Ritter é a protagonista da série "Jessica Jones"

    Krysten Ritter é a protagonista da série “Jessica Jones”

Em um passado não tão distante, personagens complexos e instigantes como Tony Soprano (“Família Soprano”) e Walter White (“Breaking Bad”) fizeram críticos afirmarem que a TV vivia sua nova era de ouro. Havia um porém, na visão da roteirista Melissa Rosenberg: papéis como esses eram exclusivamente feitos por homens. Demorou um pouco, mas a americana de 53 anos conseguiu emplacar uma protagonista poderosa e popular num universo predominantemente masculino com “Jessica Jones”, da Netflix.

Com a experiência de quem enfrenta sexismo na indústria do entretenimento há mais de 20 anos, Melissa decidiu seu próximo projeto: uma série com uma super-heroína. “Gosto de filmes do gênero. Amo os filmes da Marvel, mas não sou aficionada em quadrinhos. Particularmente, quando ‘Homem de Ferro’ foi lançado, vi que era uma abordagem diferente, era um personagem questionável. Pensei: vamos deixar as mulheres fazerem isso. Todos esses filmes são dominados por homens. Achei que era hora”, afirma a criadora da atração, em entrevista ao UOL durante sua passagem no Brasil para o evento RioContentMarket.

Ironicamente, alguns minutos de “Jessica Jones” mostram ao telespectador mais desavisado que não se trata de uma série de super-heróis, ao menos como a conhecíamos até então. “Amo os superpoderes como metáfora de força interna. Isso leva a narrativa para um outro nível. E é divertido!”, afirma ela, que ocupa o cargo de showrunner (principal roteirista e produtora executiva) da série.

Hoje, sua equipe é formada por homens e mulheres na mesma proporção, situação bem diferente do que encontrou no mercado no início da carreira. “Quando comecei, só contratavam homens. Um dia, decidiram que precisavam de uma mulher. Eu era iniciante, então ganhava pouco. Homens brancos acham que podem escrever qualquer personagem, mas que mulheres só podem escrever sobre mulheres, negros sobre negros. Achei uma percepção ofensiva. Fico feliz de ver mulheres nesse mercado, que vão mudar esses números”, torce.

Roteirista de séries como “Dexter”, “The O.C.” e “O Quinteto”, Melissa teve a primeira oportunidade de desenvolver sua heroína há seis anos, quando o projeto ainda era ligado ao canal ABC. No entanto, sua ideia de adaptação das histórias de Brian Michael Bendis não agradou os executivos da TV aberta.

“Os quadrinhos são sombrios. Quando vendi a ideia para eles, disse que queria fazer dessa forma, e deram ok. Mas, quando eu escrevi, acharam que não era bem assim (risos)”, lembra.

A matéria "Era a hora de uma super-heroína", diz criadora de "Jessica Jones" foi originalmente publicado em http://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2016/03/09/era-a-hora-de-uma-super-heroina-diz-criadora-de-jessica-jones.htm

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