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nov 06

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Letícia Almeida fala sobre guarda, estupro e relacionamento: "era abusivo"

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Letícia Almeida diz estar aliviada com a decisão da Justiça de lhe garantir a guarda unilateral de sua filha, Maria Madalena, de nove meses, registrada pelo ex-namorado Saulo Pôncio. A menina, segundo a mãe, atriz de “Meu Pedacinho de Chão”, é na verdade filha biológica do cantor Jonathan Couto (ex-integrante da boyband P9), cunhado de Saulo. Ela o acusa de estupro, que acabou gerando a menina.

“Estou muito aliviada. Até a guarda definida ela estará sempre comigo. Era necessário. O pai tem o direito de visita”, contou Letícia à reportagem do UOL na noite de segunda-feira (5) no evento da National Geographic de lançamento do documentário “Explorer Investigation: O Incêndio no Museu Nacional”, no Rio de Janeiro.

A atriz revelou em agosto, por meio de comunicado publicado nas redes sociais, que o verdadeiro pai de sua filha era Jonathan. Em setembro seus advogados entraram com uma notícia-crime sobre o abuso.

“Como houve esse dissenso sobre a paternidade e não havia interesse da parte do pai que registrou em visitar conseguimos na Justiça o que já era de fato. A guarda unilateral ficou com a Letícia devida a toda confusão e histórico de agressão no condomínio quando ela foi buscar a caderneta de vacinação da menina”, disse Camila Cota, advogada do Escritório Francisco Ortigão, que acompanhava Letícia na première.

“Sinto que ela está protegida comigo. Nunca houve interesse [do Saulo] em ter acesso à minha filha. É como se eu tivesse que deixar minha filha com um estranho. Cinco meses sem ele participar. Nunca [colaborou] com nada”, afirmou.

Letícia também entrou na Justiça para que o registro da filha passe para o nome do músico. Um exame de DNA já confirmou a paternidade e ela diz querer resguardar o direito de Madalena.

“Minha filha tem que saber a verdade e a verdade é que o pai biológico é ele e quero que isso seja resolvido. Não tem como eu privar [o pai] de ter acesso à filha, seria leviana. É direito dela e vai ser feito”, disse.

Segundo a advogada, Jonathan não demonstrou nenhum interesse na criança.

“O pai biológico nunca procurou, nem ofereceu ajuda. Nada até hoje, nem os advogados”, afirmou Camila.

Após revelar a história sobre a paternidade da criança, Letícia sofreu ataques, mas hoje, ela diz se ter superado o momento difícil.

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“Já me incomodei muito com o que já sofri, principalmente em redes sociais. Mas hoje estou bem, não me afeta. Eu sei do que eu vivi, o que vivo e é isso que importa. Minha família e meus amigos de verdade estão ao meu lado. Estou blindada a qualquer crítica”, afirmou.

“É muito triste ver a quantidade de mulheres atacarem, julgarem e ofenderem sendo que nesse momento em que vivemos deveríamos estar unidas”, disse a advogada.

Revelar a paternidade da filha foi uma decisão que Letícia diz ter tomado após se sentir ameaçada de perder a guarda da menina pelo pai de Saulo, o pastor da Igreja Pentecostal Anabatista Márcio Matos.

“Quando me ameaçaram em tirar minha filha de mim. [Foi] o pastor, o pai do Saulo e todo mundo foi conivente. Ele sempre falava ‘a gente tem condição, vou entrar na Justiça e a Justiça vai ficar do meu lado’. É minha filha, nunca senti uma força tão grande. Olhei para a possibilidade, por um momento achei que fosse perdê-la. Quando passou pela minha cabeça contei para meu pai e ele falou ‘Letícia sai daí’. Fui para a casa do meu pai e comecei a reagir, não me amedrontar”, declarou.

Abuso

Camila disse que o estupro ocorreu quando Letícia estava embriagada.

Reprodução/Instagram@leticia
Letícia parou de trabalhar para cuidar da pequena Maria Madalena Imagem: Reprodução/Instagram@leticia

A decisão veio depois de os advogados de Saulo pedirem guarda compartilhada, o que foi negado. O músico tem direito a visitar a criança sob a supervisão de um adulto responsável da parte de Letícia

“As pessoas imaginam o estupro com uma arma na cabeça como geralmente ocorre com estranhos, na rua. Mas sabemos que existem estupros intrafamiliares, domésticos, que pessoas se submetem àquela situação às vezes para não magoar o outro. É violência psicológica, patrimonial, moral. Eles têm uma vertente de que a mulher tem que se submeter para edificar o lar”, explicou.

Com 22 anos, Letícia começou a se relacionar com Saulo aos 16 anos e que não imaginava que poderia estar em um relacionamento abusivo.

“Eu tinha 16 anos. É isso que não desejo para nenhuma menina da idade que eu tinha e nem para uma mulher que é casada e está em um relacionamento abusivo. Não desejo isso para nenhuma mulher. É uma pressão psicológica muito difícil e a gente não consegue enxergar nada. Não ouvia meus pais, não tinha mais proximidade com eles, eu os ignorava meus pais. O relacionamento inteiro era abusivo e eu não sabia”, contou

Após sofrer o abuso por parte do concunhado, a atriz não contou o que ocorreu ao namorado por se achar culpada pela situação.

“Não tinha abertura. Eu era muito machista, porque, para mim, é uma coisa de homem normal e uma hora ia passar. A mulher se sente culpada e eu evitava me arrumar para não me sentir tão atraente. Mulher sofre com preconceito. Eu era machista, hoje olho com outros olhos de enfrentar e passar por cima disso. Era muito nova, minha cabeça virou em meses”, afirmou Letícia que afirma ter aprendido uma lição com o que passou.

“Ouvir pai e mãe. Meu pai sempre falou ‘isso não vai dar em coisa boa’ e eu não consegui me desvencilhar dessa família. Hoje meu pai fala ‘não vai’ e não vou”.

Reprodução/Instagram
A novela envolvendo Saulo Pôncio, Letícia Almeida e Jonathan Couto ganhou vários capítulos nos últimos meses Imagem: Reprodução/Instagram

A matéria Letícia Almeida fala sobre guarda, estupro e relacionamento: "era abusivo" foi originalmente publicado em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2018/11/06/leticia-almeida-fala-sobre-guarda-estupro-e-relacionamento-era-abusivo.htm

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