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mar 22

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"Matar em nome de Deus não exime de culpa", diz Morgan Freeman

Confira as principais fofocas globais, "Matar em nome de Deus não exime de culpa", diz Morgan Freeman veja todos os detalhes aqui.

  • Amr Nabil/AP

    Morgan Freeman grava nas pirâmides de Giza, no Egito, para o documentário "The Story of God" (A História de Deus, em tradução livre)

    Morgan Freeman grava nas pirâmides de Giza, no Egito, para o documentário “The Story of God” (A História de Deus, em tradução livre)

O ator Morgan Freeman, que estreia a série “The Story of God” (A história de Deus) para o canal National Geographic, acredita que a religião foi utilizada para “justificar os piores genocídios” da história e argumenta que “matar em nome de Deus não exime de culpa”.

Em entrevista à Agência Efe, o veterano ator, que não foi criado em um entorno religioso, afirmou que a série que acaba de gravar chega em um momento que a religião “está mais presente do que nunca no mundo todo”.

Freeman apontou que pessoalmente “crê” de algum modo em Deus, mas considera que a pergunta mais interessante não é a sobre sua existência, e sim “que relação você tem com esse Deus?”.

“Essa pergunta é a verdadeira luta durante toda a vida, principalmente quando se chega a uma certa idade”, afirmou o ator, que já foi Deus no cinema, no filme (“Todo Poderoso”, de 2003).

Em “The Story of God”, Freeman percorre sete países no mundo todo – Israel, Vaticano, Índia, Mongólia, Egito, Guatemala e Estados Unidos – em busca de respostas para as grandes dúvidas da vida.

“Nos últimos meses, viajei para dezenas de cidades e pude me unir ao chamado à oração no Cairo, aprendi a meditar com um líder budista, visitei os templos maias da Guatemala e discuti sobre razão e fé na Academia Papal de Ciência”, contou.

Freeman revelou ter “ficado com vontade” de conhecer o papa Francisco, que não pôde recebê-lo.

“Mas pude falar com os cientistas da Academia Papal de Ciência e gostei da sua teoria, de que o Big Bang existiu, mas não pode explicar por si mesmo a criação”, disse.

Freeman apontou que sua “espiritualidade” não evoluiu com o filme, mas sim o conhecimento sobre as principais religiões do mundo e sua história.

Perguntado sobre a espiritualidade em Hollywood, Freeman se mostrou cético, mas destacou que os filmes sobre religião estão aumentando nos grandes estúdios.

O que mais o impressionou durante sua viagem foi que, “não importa para onde vá, no canto do mundo em que se perder, sempre encontrará muito presente a ideia de Deus”.

De sua viagem, ele destacou “o único lugar” onde ninguém o reconheceu durante a gravação do documentário.

“Era uma região no norte da Índia. Um remanso de paz. Para mim, o céu”, afirmou.

A produção, além de Freeman, contou com a colaboração de Lori McReary, conselheira delegada da produtora Revelations Entertainment, responsável por “Invictus”, e de James Younger, documentarista e cientista.

A série tem seis episódios: “Afterlife” (A vida depois da morte), “End of Days” (O fim dos tempos), “Creation” (Criação), “Who is God?” (Quem é Deus?), “Evil” (Demônio) e “Miracles” (Milagres).

Freeman, McCreary e Younger decidiram embarcar no projeto após visitar, há seis anos, o Museu de Santa Sofia, em Istambul, que ainda conserva elementos de seu passado como catedral e como mesquita.

“Agora, após 40 dias de filmagens, minha oração é para que as pessoas gostem de assisti-la”, declarou.

Freeman, de 78 anos, que participou de mais de 110 filmes, entre eles “Seven”, “Conduzindo Miss Daisy” e “Um Sonho de Liberdade”, ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante em 2004 por “Menina de Ouro”.

O ator também estrelará em 2016 os filmes “Truque de Mestre 2”, “Going in Style”, “Cold Warriors”, assim como a nova versão do clássico “Ben-Hur”.

A matéria "Matar em nome de Deus não exime de culpa", diz Morgan Freeman foi originalmente publicado em http://tvefamosos.uol.com.br/noticias/efe/2016/03/22/matar-em-nome-de-deus-nao-exime-de-culpa-diz-morgan-freeman.htm

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