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abr 06

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Tá no Ar | A revolução da TV aberta brasileira

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Não é só no Brasil que a TV aberta é engessada. Pouco a pouco vemos mudanças acontecendo por todo o lado, novos formatos surgindo lentamente, ganhando espaço na programação diária do espectador mundial. Apesar de ter programas revolucionários como TV Pirata, a rede Globo, por muito tempo, não inovou – manteve seu ciclo de noticiário, novela, filme, programa de auditório em um loop, sem injetar nada de novo em sua grade. Foram produzidas as eventuais séries e humorísticos que faziam sucesso, mas nada muito extraordinário no mérito de mudar alguma coisa nas estruturas.

Tá no Ar estreou em 2014 num espaço limitado da programação, mas já quebrando paradigmas desde o início. A parceria entre Marcelo Adnet e Marcius Melhem começou com muita liberdade, mas com um pouco de receio de até onde ir dentro das duras regras da emissora. Na coletiva para a imprensa da terceira temporada, o diretor disse que não há restrições da Globo, mas foi pouco a pouco que o elenco e equipe aprenderam que realmente não tinham restrições.

Desde o início, Tá no Ar faz críticas à sociedade, religião, política, à própria rede Globo e muito mais, mas tem usado de artifícios que não são vistos em nenhuma outra produção da emissora: abordar programas que não sejam do canal. Do esquete sobre os maiores spoilers dos últimos tempos ao mais recente que levou a Praça é Nossa ao plim plim e contou com a participação de Carlos Alberto da Nóbrega, não há mais amarras em Adnet e Melhem.

O programa topa de frente com questões políticas fortemente defendidas pela emissora de maneira nem sempre tão sutil, investe em fortes críticas sobre o posicionamento da TV aberta em geral, questiona religiões sem ser desrespeitoso, não caçoa de minorias e oprimidos… Tudo isso enquanto produz esquetes humorísticos de primeira qualidade.

Além de tudo, Tá no Ar foca ainda no que existe sobre cultura pop fora do Projac. Sejam paródias como o Jardim Urgente, referências diretas como o Discovery Homeless e até homenagens descaradas como os canais musicais onde o Silvio Santos de Adnet canta músicas atuais com sua característica voz, não estamos presos na programação do canal. E as possibilidades são imensas quando caem as restrições.

A questão é que precisávamos de um Tá no Ar há muito tempo – e o fato dele ter nascido na Globo ajuda a mostrar a todos os produtores de conteúdo que devemos testar coisas novas. Não basta apenas comprar e copiar formatos estrangeiros pré-prontos e adaptá-los à nossa cultura. Tá no Ar está longe de ser referência nos lares brasileiros e serve um nicho específico de público, mas está em posição de ganhar cada vez mais notoriedade, se adaptando às nossas necessidades em vez do contrário.

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A matéria Tá no Ar | A revolução da TV aberta brasileira foi originalmente publicado em http://omelete.uol.com.br/series-tv/artigo/ta-no-ar-a-revolucao-da-tv-aberta-brasileira/

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