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abr 04

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The Walking Dead – 6ª Temporada | Crítica

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The Walking Dead teve momentos brilhantes na sexta temporada. O início, com um episódio cheio de ação e de escala grandiosa, preparou o terreno para os combates mais territoriais que viriam adiante. O mesmo serve para a volta do hiato, que esqueceu o “caso Glenn” e focou em vilanizar os protagonistas, ao mesmo tempo que apresentava Hilltop e a ameaça dos Salvadores e Negan.

A aura de horror que circundou Negan e seus capangas foi outro acerto da temporada. Os inúmeros grupos que apareceram mostravam uma faceta confusa dos Salvadores, sem deixar nenhum tipo de dica certa sobre o que eles eram. Pior ainda quando o assunto era Negan, que só parecia ser uma força bruta, um líder nato, mas sem nenhum traço evidente de maldade exposto em cena – até finalmente Jeffrey Dean Morgan aparecer como o personagem.

Apesar de surgir por apenas alguns minutos, o ator transmitiu, em um belo monólogo, toda a psicopatia do vilão, conhecido como um dos melhores das HQs. Sem ser violento, Morgan foi perfeito na pele de um vilão que até ali só existia na mente dos espectadores e se materializou com toda a maldade sugerida anteriormente. Jesus (Tom Payne), um dos habitantes de Hilltop, foi outra boa adição à The Walkinng Dead. Mais safo e pacífico do que outros que cruzaram o caminho de Rick (Andrew Lincoln), ele adicionou uma nova camada aos problemas de Alexandria – e foi um dos responsáveis por mostrar o lado ruim da Tropa de Elite de Rick Grimes.

Não há como negar, porém, que The Walking Dead chegou ao fim da sexta temporada sem saber respeitar seus fãs. Nos dezesseis episódios, a série baseada na HQ de Robert Kirkman mostrou que ainda carrega consigo o pior e o melhor da TV moderna. O seriado constrói arcos complexos e com narrativa centrada na transformação dos personagens, enquanto se apoia em ganchos e mistérios vazios e sem sentido. A receita se repetiu no começo e no final do sexto ano, que poderia ser o melhor do programa, mas acaba como mais um desperdício de potencial criado ao longo dos capítulos.

A decisão tomada com Glenn (Steven Yeun) nos primeiros episódios e no final com o ataque de Negan (Jeffrey Dean Morgan) são os exemplos evidentes dos erros de The Walking Dead. Nestes dois casos, a série conseguiu construir bem a tensão, soube colocar os personagens em situações de emergência que condiziam com toda a narrativa até ali – e não entregaram nada como resposta. Ao invés de resolver os arcos (seja matando ou não), a série preferiu apostar no suposto “mistério”.

A verdade é que a decisão de não mostrar o alvo de Lucille é covardia. Se a intenção é causar comoção e discussões na internet, a produção precisa entender que não é mais necessário postergar um assunto pra mantê-lo vivo – vide Game of Thrones. Mais importante que o mistério em si é o que vem depois dele, o desenrolar da história e dos personagem, que no fundo são a razão para a série como um todo.

Falando em personagens, além do próprio Rick, que finalmente é o líder que procurou ser durante cinco temporadas, Carol (Melissa McBride) também ganha (mais) espaço. Antes uma senhora reprimida pelo marido, a sobrevivente é das lutadoras mais importantes de Alexandria e na sexta temporada começou a mostrar sinais de fraqueza. Essas mudanças na vida de Carol a tornam um dos pontos mais interessantes da serie, pois a partir dela é possível notar as consequências a longo prazo do apocalipse. E ao passo que ela é descrente, Morgan (Lennie James) simboliza o otimismo. A semente desta discussão (que poderia ter sido resolvida este ano) foi apenas plantada, mas deve gerar boas discussões na sétima temporada.

The Walking Dead entregou ao menos dois grandes momentos neste sexto ano. A luta contra os zumbis em Alexandria e o monólogo de Negan, por exemplo, são sequências que todos os fãs se lembrarão durante muito tempo.  Por outro lado, o programa continua a se apoiar em receitas retrógradas que denigrem a história ao invés de fazê-la evoluir. Talvez não seja mais uma questão de esperar que isso mude. Às vezes esse realmente é o jeito que a AMC pensa, o jeito que “dá certo” e será assim até o fim. Uma pena, pois com o material, elenco e potencial que tem em mãos, The Walking Dead poderia ser muito melhor do que realmente é.

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A matéria The Walking Dead – 6ª Temporada | Crítica foi originalmente publicado em http://omelete.uol.com.br/series-tv/the-walking-dead/criticas/?key=107438

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